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Energia hidrelétrica

Estudo recomenda energia hidrelétrica a países em desenvolvimento

Cadastro em 20/02/2013 | Lido 602 vezes
Estudo recomenda energia hidrelétrica a países em desenvolvimento

 

 

Os menores custos de operação da hidroeletricidade colocam-na como fator crucial para a expansão de países em desenvolvimento. A conclusão faz parte do Mapa de Rotas Tecnológicas de Hidroeletricidade, trabalho elaborado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), apresentado nesta terça-feira (19) a gestores e técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

 

“Ao pensar uma matriz energética que faça frente à questão do crescimento das chamadas economias emergentes, os custos têm que ser reduzidos”, interpretou o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias. “O estudo aponta que, em tese, a produção mundial de hidroeletricidade vai dobrar até 2050, com os países em desenvolvimento à frente desse processo. Em termos de custo, isso gera um padrão de competição muito forte, ou seja, a hidroeletricidade vai fazer o diferencial e dar impulso ao crescimento.”

 

Já o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, ressaltou que a experiência brasileira tem mostrado ao mundo os benefícios socioeconômicos que a geração desse tipo de energia pode oferecer a certas regiões do mundo. “Não faz sentido um alemão ou um americano pensar que vai desenvolver a África somente com painéis solares e paletas de energia eólica”, disse. “A tecnologia da hidroeletricidade permite induzir empresas locais de baixa capacitação. A gente percebe isso nos melhores índices de desenvolvimento humano e econômico daqueles municípios que receberam hidrelétricas.”

Segundo Zimmermann, o governo federal tem exigido contratação de mão de obra local pelos empreendedores envolvidos na construção das grandes usinas hidrelétricas da Amazônia, como Santo Antônio, no rio Madeira, e Belo Monte, no Xingu. “Para se adaptar a isso, as empresas criaram projetos de formação nessas regiões de baixo desenvolvimento econômico. E começamos a passar essa experiência para fora. A Vale, por exemplo, faz isso em Moçambique”, exemplificou.

 

Com o desafio nacional de explorar o “grande potencial remanescente” na Amazônia, Zimmermann destacou a necessidade de criar soluções de “usinas plataforma”, conceito de construção de hidrelétricas com mínimo impacto ambiental. “Você implanta a usina, como é normal, só que, em vez de fazer nascer uma nova cidade ao redor, recupera toda aquela área de preservação.”

 

Perspectivas

De acordo com o estudo da IEA, a duplicação prevista para o volume da hidroeletricidade até 2050 evitaria a emissão de até 3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono produzida pela queima de combustíveis fósseis. Presente em 159 países, a energia obtida das águas representa 16,3% da matriz elétrica mundial. China, Brasil, Canadá e Estados Unidos concentram metade dos quilowatts-hora gerados mundo afora. Se a América Latina tem 75% de potencial não desenvolvido, a África ainda não explora 92% de sua capacidade.

 

“Se tivermos fatores adequados, essa expansão vai acontecer”, argumentou o diretor-geral do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), Albert Geber de Melo, responsável por apresentar o estudo nesta terça.

 

Para o secretário Luiz Antonio Elias, os dados informados são elementos muito importantes para repensar as políticas do MCTI em energia. “Evidente que devemos incentivar todas as tecnologias e acompanhar a fronteira do conhecimento, mas poderíamos explorar melhor o campo de desenvolver equipamentos na área”, disse. “Essa parceria é decisiva, inclusive para traçar as metas dos investimentos futuros, por meio do CT-Energ [Fundo Setorial de Energia].”

 

Também compareceram à apresentação a secretária de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCTI, Sônia da Costa, e coordenadores e servidores de todas os setores da pasta, além de técnicos do MME e do Cepel.

 

Fonte: Ascom do MCTI

 
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